quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Geisy na Playboy

Odeio sempre ter razão... não demorou nem um mês e o diretor de redação da Playboy, Edson Aran, disse que a aluna de turismo da UNIBAN GEISY ARRUDA está nos planos para ser próxima capa da revista, segundo coluna Zapping da Folha.com
Fora a Playboy, a revista "Sexy" também está interessada em ver o que mais tem por baixo do vestidinho rosa que causou tanto alvoroço na UNIBAN semanas atrás.
Após tanta polêmica e luta contra o machismo que o episódio do microvestido causou em todos nós trazendo a tona a discussão sobre bons costumes, moral e machismo, se Geisy aceitar os convites de abrir as pernas para as fotos desse tipo de revista terá tudo sido em vão.
Pois não serão só mais fotos de mais uma garota bonitinha pelada, implica esse fato um tapa na cara de todos que a apoiaram e dará mais uma chance ao machismo que essas revistas representam de menosprezar a honra feminina.
É a mensagem que esse convite dá, é mostrar que de um jeito ou de outro, por meio dos celulares dos selvagens da UNIBAN ou pelas lentes dos fotógrafos da Playboy, Geisy não escapará de mostrar todos os atributos já que quis provocar com o microvestido.
A mensagem dessas revistas é bastante clara, já que você (mulher) ousa ser sexy e provocar o imaginário masculino será agora obrigada a abrir as pernas para nossas câmeras a fim de satisfazer o ideal de mulher que os homens desejam ter, possuir, se satisfazer.
Repito "obrigada" pois os valores envolvidos são milionários, muito mais do que 90% dessas garotas ganharia durante anos de trabalho duro e honesto. Portanto é muito difícil a recusa, ainda mais que a maioria dessas garotas que pousam para revistas masculinas são muito jovens, simples e imaturas demais para recusar convites tão tentadores finaceiramente.
Para mim, toda vez que uma garota pousa para essas revistas, ela está prostituindo sua imagem e pior, está dando um tapa na cara de todos que defendem o fim do machismo.

Crônicas de um apagão

Estava eu contente e feliz navegando pela internet por volta das 10 horas da noite de ontem quando a luz tornou-se intermitente. Primeiro ficou bem fraquinha como se só estivesse disponível uma voltagem abaixo ainda dos tradicionais 110w já que as lâmpadas continuavam acesas porém com um grau de luminosidade bem reduzido.
Uns trinta segundos depois do início dessa intermitência, a energia findou-se de vez. Em todo o bairro as únicas luzes eram dos faróis dos carros e motos. Na mesma hora, todos na região tiveram o mesmo princípio de olhar a rua pela janela ou até de sair na calçada para acompanhar o movimento.
A escuridão plena, ainda mais para quem sempre viveu na cidade grande, disperta em nós algo que ficou esquecido no imaginário e no instinto humano.
Desde que o homem aprendeu a controlar a luz, seja através de fogueiras ou da energia elétrica, deixamos a escuridão para adentrar à luz, a claridade.
O advento da energia trouxe não só a luz, mas também toda uma gama de APARELHOS eletrônicos.
O engraçado desses aparelhos é que para as novas gerações, é como se eles fossem extensões de nós, como se fossem órgãos vitais do ser humano urbanizado. Para quem nasceu e cresceu nos últimos 20 anos a televisão, o rádio e o computador são coisas normais, comos e fossem frutos da natureza e desde sempre existissem.
O ser humano vive no planeta há mais de 60 mil anos sem internet, mas hoje, se você sair de casa sem o celular ou se o sinal da intenet cair as pessoas já entram em desespero e ficam atônitas por estarem por uns míseros instantes desconectadas do mundo.
Foi meio assim que me senti e como acredito que 99% das pessoas se sentiram ontem quando a energia foi-se embora e caímos na escuridão plena ontem a noite.
Será que já não conseguimos mais viver sem energia elétrica e sem os aparelhos que dela dependem e dos quais nós tornamo-nos super dependentes também??!! Afinal, quem controla o uso da internet e dos eletrônicos, somos nós ou eles a nós??Pense nisso...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pré-sal, uma conquista irônica

Mês que vem o presidente Lula e os demais líderes políticos de países importantes economicamente e super poluidores se reunirão para congresso sobre o meio ambiente em Copenhagen, na Dinamarca.
Porém, o esvaziamento de idéias e posturas firmes de todos os países principalmente os mais poluidores tem feito com que todas essas reuniões mundiais para firmar acordos a fim de diminuir poluição mundial fracassem, ficando apenas na imaginação.
E pensando sobre esse tema é importante apontar qual a postura que o Brasil assume perante o mundo.
O Brasil, berço da maior parte da floresta amazônica e país que abriga a maior reserva de água do mundo (aquífero guarani) é também uma das nações que descobriu grandes reservas de petróleo na camada pré-sal.
Pois bem, analisando por esse lado o Brasil pode se considerar uma nação rica e capaz agora de adentrar a lista de países mais ricos do mundo com o poder que o petróleo ainda permite.
Porém, é uma conquista irônica e até certo ponto, será em breve inútil.
Acompanhe o raciocínio: o petróleo era sim uma enorme fonte de riqueza até porque toda a tecnologia do século XX dependeu de seu uso, assim como nos séculos XIX E XVIII tudo girava em torno do carvão.
Porém, agora que o país descobriu reservas do ouro negro, caminhamos para um mundo que tende a depender cada vez menos do petróleo. Sim, pesquisadores de todo o planeta buscam alternativas para o petróleo e se chegamos até a Lua, podemos criar outras formas de obter energia sem usar petróleo. Aliás essas formas já existem e com elas já há até carros tanto movidos a energia solar quanto a água e até bateria elétrica.
Portanto dentre 50 anos no máximo o petróleo não mais existirá e mesmo se existir dificilmente servirá para alguma tecnologia pois estará ultrapassado assim como as marias-fumaças estão hoje.
Será que vale a pena então investir tanto dinheiro e requerir uma tecnlogoia que nem temos no momento para gastar e caçar um combustível altamente poluente ou deveríamos chegar nas convenções em Copenhagen e defender o investimento maciço nas novas tecnologias independentes do consumo de combustíveis fósseis???
Utopia? Não, necessidade e sobrevivência de nossa espécie e do planeta.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estultícia Minimizada

A direção da UNIBAN percebeu a enrascada em que se meteu e a mancha negra devido a atitude estúpida de expulsar a aluna de turismo do caso do "vestido rosa".
A mídia brasileira e até internacional repercutiram e muito, de maneira negativa, a posição da universidade de punir quem a princípio foi a vítima, legalizando assim indiretamente a selvageria cometida pelos alunos extasiados pelos chingamentos contra a "garota do micro vestido rosa".
A repercussão foi super negativa e despertou revolta em alunos da própria faculdade, na UNE, na OAB, no Ministério da Educação, no Ministério Público e até no PROCON.
Todas essas instituições se mostraram indignadas com a atitude dessa universidade que sendo de cunho educador tem o dever de incluir e não excluir o diferente.
A função de uma universidade séria é agrupar, é permitir participar, é incitar o diálogo, a compreensão e a reflexão e não a selvageria e a estultícia alheia.
Menos pior que a UNIBAN tenha revogado a posição, aceitou abrir suas portas e manter a aluna de turismo matriculada.
Porém não sejamos ingênuos, a faculdade apenas revogou a decisão pois sofreu muita pressão externa que manchou sua imagem, o que seria ruim para futuros patrocínios e vestibulandos. Que fique claro, a UNIBAN REVOGOU A EXPULSÃO NÃO PORQUE ENTENDEU QUE TINHA SIDO INJUSTA SUA DECISÃO E SIM PARA NÃO PERDER MAIS CREDIBILIDADE AINDA JUNTO A FUTUROS ESTUDANTES E SOCIEDADE NO GERAL.
UMA DECISÃO POLÍTICA E ECONÔMICA, NÃO EDUCADORA OU DE INCLUSÃO.

Como transformar vítima em réu

A UNIBAN pode começar a ministrar um novo curso dentro de sua grade curricular: "como transformar vítimas em réus". Foi isso que a direção desta universidade fez, sua sindicância interna serviu para transformar quem atacou a "estudante do vestido rosa" em vítima dos trajes que ela vestia.
Ou seja, essa decisão aprova a selvageria e intolerância, já que a pessoa que recebeu a maior punição foi exatamente a hostilizada e humilhada no episódio bizarro da semana retrasada.
A decisão da UNIBAN foi tão esdrúxula quanto o episódio em si. A selvageria dos alunos foi adotada também pelo corpo jurídico ao adotar tal postura.
10 alunos foram suspensos pela selvageria e vandalismo adotados no episódio. E foi só. Quem humilhou e hostilizou foi suspenso, quem foi a faculdade com um simples vestido curto foi expulsa!!!Bizarro é a melhor palavra para descrever a decisão da UNIBAN.
No comunicado vinculado a imprensa, a universidade ainda teve a pachorra de criticar a forma como a imprensa d emaneira gewral cobriu o caso. Ora, a imprensa apenas mostrou a realidade, não tentou maquiar o episódio acusando o lado mais fraco.
Pois foi isso que a UNIBAN fez, mais fácil punir UMA aluna de turismo do que dezenas de alunos intolerantes. Se a UNIBAN e seu departamento de marketing quiserem reverter a péssima imagem que ficou após o episódio deveria começar por punir todos os envolvidos não apenas a parte mais fácil.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ser mal humorado é melhor !???

Segundo estudo científico divulgado na revista Australasian Science, pessoas mal humoradas tendem a ser mais atenciosas, prudentes e focadas do que as alegres que tendem a ser mais criativas e flexíveis.
No sentido de corporação industrial, o perfil mal humorado tende a ser mais útil, uma vez que numa empresa precisa-se de pessoas que cumpram suas tarefas com atenção e sem inventar muito ou pensar a respeito do que estão fazendo.
O pesquisador responsável pelo estudo, o professor Joseph Forgas da Universidade de Nova Gales do Sul, concluiu que não é bom estar sempre bem humorado já que com ânimo mais negativo a pessoa tende a ter maior capacidade de expressar suas opiniões por escrito e consegue processar melhor informações em situações adversas.
Esse estudo parece fazer total sentido já que quem trabalha melhor e rende mais, até por esse motivo, tende a ser mais estressado na vida particular ou até na profissional mesmo.
Porém o mais interessante para refletir sobre esse estudo é a idéia de que para ser um bom profissional você "não pode estar bem humorado o tempo todo". Chegamos portanto a um nível em que para vivermos bem (recebendo bons salários em grandes empresas) temos de ser pessoas "ruins", que estejam sempre dispostas a maltratar o bem humorado alheio ou estarmos sempre ligados com respostadas malcriadas na ponta da língua arrumando inimizades mundo afora.
Vale a pena??

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vergonha na UNIBAN

Uma semana depois do vexatório episódio da "aluna do vestido rosa" ocorrido na UNIBAN, ninguém foi punido tampouco chamado atenção.
Sim, a selvageria que se viu espalhada mundo afora a partir dos vídeos gravados por celular postados no Youtube não teve nenhum tipo de punição.
A faculdade localizada em São Bernardo aliás não comunicou sequer aos alunos nenhum tipo de informação sobre o ocorrido, apenas emitiu nota a imprensa dizendo que iria averiguar a situação.
Pois bem, não se pode esperar muito mais da UNIBAN mesmo, afinal o episódio em nada teve a ver com a instituição e sim com os bárbaros que ali estudam se é que é possível fazer essa distinção.
Afinal, é a Universidade quem seleciona os capazes de frequentar seus cursos e pelo visto selecionou mal.
Mas enfim, a motivação do ocorrido está muito mais arraigada do que parece. O episódio reflete o que é o jovem de classe média paulista. Um indivíduo estudado, que sabe muito bem diferenciar certo do errado e que é extremamente individualista, preconceituoso e selvagem quando em bando.
Sim, separados são todos bonzinhos, educados e cultos, mas quando em bando formando suas "equipes" ou "bondes" são capazes de qualquer tipo de atrocidade e vandalismo.
É o prazer ou o êxtase não de brigar pelos bons costumes, mas sim pela vontade de ver a dor, a tristeza e arrancar o "couro" do alvo.
Foi isso que aconteceu contra essa garota estudante de turismo. Mesmo que ela tivesse ido a faculdade de biquini, nada justifica o vandalismo e o tumulto absurdo que se viu nos vídeos desse episódio.
Vergonha é tudo o que posso dizer ao assistir as imagens postadas na internet. Vergonha e apreensão, pois os mesmos que chamaram essa garota de prostituta são os que gastam toda a mesada do pai consumindo drogas lícitas ou ilícitas madrugadas adentro ao lado de belas e formosas "putas" de verdade e são os mesmos que assumirão o controle intelectual da sociedade paulista.